10.12.01

3.11.01

Motores de busca pagos têm melhores resultados que os gratuitos

Contrariamente ao que se poderia pensar, os motores de busca pagos têm sido bem sucedidos como instrumento de marketing online, pois respondem com sucesso às necessidades dos consumidores e dos anunciantes, conclui um estudo da Jupiter Media Metrics, empresa recentemente adquirida pela NetRatings.

Segundo esta consultora, os motores de pesquisa que impõem aos sites que se registam a condicionante de terem de pagar para serem indexados, não têm vantagens apenas para estas empresas, as quais, mediante um pagamento, beneficiam da possibilidade de aparecer com maior destaque.

Ao que parece, os utilizadores também têm vantagens na utilização deste tipo de motor de pesquisa: segundo a Jupiter, os utilizadores demoram metade do tempo a encontrar aquilo que querem num motor de busca pago, isto em comparação com os motores gratuitos.

Assim, esta consultora revela que os utilizadores do motor de pesquisa pago Overture (ex-Goto.com) demoram em médias apenas 56 minutos a encontrarem aquilo que querem, enquanto no Google, no AskJeeves, no MSN e no Yahoo demoram, respectivamente, 269, 190, 140 e 106 minutos.

Como funciona um motor de pesquisa pago

Vejamos em pormenor como tudo funciona. O Emarketeer.net consultou Raul Nunes, director geral do português Lusorumos, motor de pesquisa que segue o modelo do internacional Overture e que conta já com mais de 300 clientes pagantes.

Para começar é importante referir que os motores de pesquisa pagos funcionam numa vertente B2B sendo este o seu público-alvo, por duas razões. Uma delas é o facto de a generalidade dos particulares não estar disposta a pagar para indexar o seu site.

Por outro lado, quem pesquisa no Lusorumos sabe que vai encontrar, nos resultados, empresas. Por este motivo, o Lusorumos pode ser consultado por empresas (ou particulares) que procuram outras empresas.

Ao indexar um site no Lusorumos, os utilizadores recebem 1 euro que podem utilizar em licitações de palavras-chave, que são as palavras escritas pelos utilizadores nas caixas de pesquisa. Assim, se a palavra construção estiver no seu valor mínimo (que pode ser, por exemplo, 0,01 euro), o primeiro licitador estabelece o preço que está disposto a pagar, e, com isto, garante o seu primeiro lugar no pódio das listagens de resultados.

Se aparecer um licitador que esteja disposto a pagar mais uns cêntimos, este passa a primeiro lugar, ficando o anterior em segundo lugar nas pesquisas. Para voltar ao primeiro lugar nas listagens, o licitador destituído deve aumentar a sua licitação.

Quando algum utilizador clicar no link para um site que aparece na pesquisa, o licitador terá de repor o valor da licitação, se quiser manter a sua posição. Se não estiver disposto a continuar as licitações de palavras-chave, não aparecerá mais em destaque nas listas do LusoRumos.

Depois de perceber como tudo funciona, saiba que a Jupiter aconselha os anunciantes a "incluírem mecanismos de busca pagos de baixo custo e alta relevância no seu mix de marketing digital", refere a IDGNow.

© Sílvia Delgado

Submissão a motores de busca: a importância das meta tags

Tags e meta tags? Importa-se de repetir? Calma, não vale a pena entrar em pânico. Estes palavrões vão ajudar o seu site a ser mais conhecido e mais facilmente encontrado nos motores de busca. Afinal, os motores de busca são a principal forma de pesquisa utilizada pelos internautas na procura de novos sites. Motivo mais do que suficiente para não deixar a promoção do seu site por mãos alheias. Preencher os formulários dos motores de busca não basta: tire o melhor partido das tags e meta tags existentes no seu html.

Repare que, segundo um estudo da IMT Strategies 46 por cento dos cibernautas descobre novos sites através dos motores de busca. Assim, aposte em todas as formas possíveis para ganhar visibilidade e destaque nas infindáveis listas de resultados.

Keywords e mais keywords

O primeiro passo será a escolha das palavras (keywords) que darão acesso ao seu site. Pense nas possíveis palavras que o seu target possa escrever ao efectuar uma procura nos motores de pesquisa. Aliás, pense no que você próprio escreveria se estivesse à procura de um assunto específico. Por exemplo, se quisesse comprar uns ténis de corrida, o que escreveria? ténis, calçado para atletismo, sapatilhas, sapatos de desporto, calçado, desporto, atletismo, loja de desporto, equipamento desportivo, nike, reebok, adidas...

A mesma busca pode ser efectuada com uma infinidade de termos, dependendo da sua especificidade (por exemplo, se o utilizador quer apenas ver ténis de corrida, ou se está disposto a observar também outros tipos de calçado desportivo), da destreza linguística do internauta, ou ainda da sua experiência na internet ou nos motores de pesquisa.

Procure também dirigir-se aos internautas que procuram itens relacionados, fomentando a compra por impulso e o cross-selling. Assim, se o seu site vende calçado desportivo, faça-o ser notado aos internautas em busca de clubes de atletismo, ginásios, health clubs, fatos de treino, vestuário desportivo, acessórios de desporto...

Depois de escolhidas as suas keywords, teste-as nos motores de busca e observe os resultados em quantidade e em qualidade. Avalie o número de termos que aparecem nas pesquisas com as palavras escolhidas. O seu site apareceria numa lista de centenas de termos? Esqueça! Seleccione keywords menos usuais. Analise também a qualidade dos resultados, para uma melhor noção da concorrência.

Só depois deste teste deve seleccionar definitivamente as suas keywords e passar à sua inserção nas meta tags.

Meta tags utilizadas

- Title

A primeira tag que os spiders dos motores de busca lêem é o título que, como sabe, aparece na barra superior do browser (chamada barra de título) e deve conter, para além do nome do site, uma definição ou os seus objectivos. Defina o seu site utilizando o maior número de keywords possível, isto é, utilizando as palavras com maior probabilidade de serem procuradas nos motores de pesquisa.

Veja um exemplo: "E-commerce Times: the e-business and technology super site" contém as keywords e-commerce, e-business e technology, certamente bastante procuradas pelos internautas. Para além da utilidade associada aos motores de busca, o título ajuda o internauta a localizar-se tornando-se especialmente útil quando existem inúmeras janelas abertas.

- Description

A seguir ao título, vem, por ordem de importância, a tag description, já que é o segundo elemento mais procurado pela maioria dos motores de pesquisa. Esta tag deve conter uma descrição do site com 20 a 30 palavras, na qual procurará utilizar o máximo de keywords possível. Esta descrição aparece nas buscas após o link que corresponde a cada termo encontrado.

Alguns motores de busca, como o Yahoo, pedem uma descrição, tornando assim desnecessária a actuação dos spiders em busca desta tag. Mais uma vez, dê ao motor de busca uma descrição cheia de keywords.

- Keyword

As keywords são séries de palavras separadas por vírgulas ou por ponto e vírgula. Esta tag permite-lhe inserir expressões que reflectem aquilo de que os internautas podem estar à procura. É importante que nunca deixe de inserir as 20 a 25 palavras que melhor descrevam o seu site. Porém, tenha cuidado, já que alguns motores de busca consideram spam a inserção de keywords às centenas e por isso poderão excluí-lo das suas listagens.

- Alternative text

O texto alternativo torna-se visível quando uma imagem ou gráfico não aparece num determinado site. O seu objectivo é mesmo, tal como o nome indica, de funcionar como uma alternativa aos gráficos. Apesar de o seu objectivo primário ser o de descrever as imagens que não podem ser descarregadas, o texto alternativo é uma boa oportunidade para que mais keywords sejam encontradas no seu site.

Hoje em dia, a maioria dos browsers já permite a visualização dos gráficos, mas o alternative text torna-se ainda necessário... para que o seu site seja cada vez mais conhecido.
Tenha ainda em atenção os directórios utilizados na construção do seu site, já que... adivinhou! Estes também devem conter keywords. É que os spiders também pesquisarão os URLs do seu site. Veja o exemplo de um bom URL: www.sportshoes.pt/tenis/atletismo. Percebeu a ideia?

Utilize estas dicas de forma diferenciada em cada página do seu site, principalmente se dele fizerem parte secções temáticas com conteúdos específicos. Quer isto dizer que, se o seu site inclui, por exemplo, uma secção de eventos, nas páginas constituintes desta secção utilize a palavra eventos nas keywords, no título, no URL...

Se nas tags da homepage incluir keywords alusivas a assuntos tratados nas páginas secundárias, não espere que os utilizadores que chegam à homepage tenham o tempo ou a paciência necessários para navegar pelo seu site à procura do referido conteúdo. Leve-os directamente para onde eles pretendem ir, especialmente se o seu site for muito grande e apresentar conteúdos muitos dispersos.

"Pesquisa exacta"

A pesquisa exacta é o que se chama ao facto de o utilizador procurar uma frase ou expressão. Para tal, escrevem-se as várias palavras da expressão, no motor de busca, entre aspas. Depois, entre os resultados, só aparecem os sites que contenham essa mesma expressão. O utilizador, normalmente, opta por este tipo de pesquisa por não ter tempo ou paciência para ler centenas de resultados. Se o seu site contiver essa expressão nas keywords... Bingo!

Contudo, o que acontece é que na maior parte das vezes estas buscas são infrutíferas, pois a maioria dos sites utiliza palavras únicas em vez de frases. Experimente a pesquisa "ténis de corrida para homem". O que achou dos resultados? E da concorrência? Hummmm... cheira-me a oportunidade. Porque não aumentar um pouco o tamanho das expressões utilizadas para cada página, na esperança de ir de encontro às necessidades específicas dos utilizadores?

Pense nisto: Quanto mais dirigida (ou maior) for a frase, menor a probabilidade de os outros sites também a terem nas suas tags. É óbvio que diminui também a probabilidade de um utilizador se lembrar de a pesquisar. Contudo, este entrave pode ser contornado com a colocação de várias frases diferentes, colmatando todas as saídas possíveis e levando os utilizadores para as diversas páginas do seu site. Isto tudo sem concorrência nas listagens pesquisadas. É pura matemática!

Para finalizar, antes da submissão aos motores de busca, volte a testar todas estas características: pode encontrar na internet recursos que lhe permitirão averiguar se os spiders captarão as suas keywords da forma pretendida. Um destes úteis recursos pode ser encontrado em JimTools.com: insira o URL do seu site e visualize a informação captada pelos spiders. Poderá assim saber que dados são extraídos das tags e proceder a algumas correcções, se necessárias.

Agora sim estará pronto para submeter o seu site aos motores de pesquisa! Boa sorte.

© Sílvia Delgado
Cinco boas razões para se curvar perante os motores de busca

Com a crise das dot.com, algumas empresas começam a descobrir estratégias cuja eficácia lhes tinha passado despercebida. Quando o dinheiro abundava, os gestores gostavam de investir o máximo possível em publicidade on e offline. Agora que ele escasseia, os decisores começam a prestar atenção a factores que sempre estiveram à sua frente e não foram notados. É o caso da SEO, ou Search Engine Optimizacion - Optimização para Motores de Busca -, uma excelente forma de gerar tráfego que... esteve sempre lá.

Este conceito significa que as páginas devem ser criadas sempre tendo em conta uma permanência o mais elevada possível nas listagens originadas pelos motores de busca.

Para que os incrédulos não possam argumentar contra, aqui ficam cinco boas razões para aderir a este tipo de optimização:

1) Os motores de busca são a principal forma de conhecimento de novos sites

Mais de 80 por cento dos utilizadores encontram os sites de que necessitam através dos motores de busca, isto de acordo com a Forrester Research.

Todos os dias, 57 por cento dos internautas fazem pesquisas, tornando esta a segunda actividade mais popular na internet, logo a seguir ao e-mail, isto segundo a Statistical Research.

Assim, gerar tráfego para o seu site é apenas uma questão de "ir à pesca onde estão os peixes", refere, num artigo da Digitrends, Stacy Williams, fundadora e presidente da Prominent Placement, empresa que disponibiliza serviços de SEO.

2) Melhor receptividade face ao banner

Para além dos bons hábitos do utilizador, que efectua a pesquisa numa base regular, existem ainda estudos que comparam as reacções dos internautas às listagens com as verificadas face aos banners.

Segundo um estudo recente do NPD Group, as listagens proporcionadas pelos motores de pesquisa superam os banners (numa proporção superior a dois para um) em vários indicadores, como a notoriedade, a predisposição para clicar ou a opinião geral.

Este estudo concluiu ainda que os consumidores são cinco vezes mais propensos a adquirirem produtos depois de os terem visto numa listagem de pesquisa do que num banner.

3) Targeting... na mouche

Pelos motivos acima descritos, conclui-se que os motores de busca trazem tráfego extremamente segmentado. Os visitantes que vêm até si através do motor de busca querem comprar... exactamente aquilo que você quer vender. Não há melhores prospects que estes.

4) Custos reduzidos

A estas características adiciona-se o facto de a SEO ser dos métodos menos dispendiosos para gerar tráfego nos sites.

Pode efectuá-lo em outsourcing, o que lhe garantirá de um serviço constante a preços muito mais em conta do que os media tradicionais. Se quiser efectuar a optimização internamente consegui-lo-á também a baixos custos - embora exija mais trabalho da sua parte.

5) Aumento da web gera maior necessidade de organização

Depois de conhecer as características dos motores de pesquisa, há ainda que analisar a actual e futura situação desta rede imensa que é a internet.

À medida que o número de páginas web cresce exponencialmente, aumenta também a quantidade de páginas indexadas nos motores de busca. Alguns destes motores contam já com biliões de indexações.

Com este volume de páginas, aparecer nas primeiras da pesquisa não acontece por pura coincidência. O SEO deve fazer parte do marketing mix, como forma de garantir a permanência nos primeiros lugares entre biliões, isto a multiplicar pelos vários motores de busca.

Para Stacy Williams, o seu objectivo deverá ser "manter o site entre os primeiros trinta que aparecem no maior número de motores de busca possíveis, isto com o máximo de termos de busca possível".

Stacy utiliza este top 30 porque apenas sete por cento dos utilizadores continua a ler os resultados a partir da terceira página de resultados, refere a Search Engine Watch. Para esta responsável, "entre estar depois dos primeiros trinta e não estar no motor de busca... não há grandes diferenças".

Para lhe aguçar ainda mais o apetite, efectue algumas pesquisas com as palavras que os seus potenciais clientes possam utilizar nas suas pesquisas. Observe quem se situa no topo da lista: São os seus concorrentes? Se são eles mesmos, saiba que eles já aderiram ao SEO. Aqui está um motivo fortíssimo para aderir também.

Se, por outro lado, a sua concorrência ainda não acordou para esta realidade, tem uma excelente oportunidade de lhes passar à frente.

© Sílvia Delgado